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Terça-feira, 14 de Julho de 2009

LÚPUS ERITEMATOSO SISTÉMICO

 

O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma doença inflamatória crónica de causa ainda desconhecida, que se pensa estar relacionada com alguma susceptibilidade genética e ser desencadeada por agressões ambientais (vírus, agentes químicos, radiação, factores emocionais).

É uma doença auto-imune (hipersensibilidade tipo III) em que são produzidos anticorpos contra as células do próprio organismo. Estes auto-anticorpos vão ser os responsáveis pelas lesões teciduais e orgânicas características do LES.

Atinge principalmente mulheres jovens (9:1) e os primeiros sintomas são, geralmente, inespecíficos: febre, cansaço, anorexia, perda de peso. Só algumas semanas depois surgem as artalgias e mialgias (dores articulares e musculares) e o típico eritema em forma de borboleta na face (que dá o nome à doença).

O LES é uma doença que afecta particularmente as articulações (em 90% dos doentes), o rim (75%), o coração, as serosas e a pele.

Há ainda uma forma de Lúpus, o LEC (lúpus cutâneo), cujas manifestações são benignas e se limitam apenas à pele.

 

 

Pele:

- ocorre a formação de placas eritematosas descamativas, vermelhas e elevadas, em todo o corpo, principalmente, nas zonas mais expostas ao sol (foto-sensibilidade em vários doentes com LES)

- estas lesões curam com a atrofia do tecido, e são acompanhadas por uma perda de cor e aparecimento de cicatriz nessa zona

- a queda de cabelo também é um sinal relativamente frequente devido à atrofia dos complexos pilosebáceos

- as lesões cutâneas são muito marcantes para os indivíduos que sofrem de LES, pelo que é importante desmistificar esta doença, que não é contagiosa nem infecciosa

 

 

Articulações:

- a artrite é uma manifestação muito frequente e pode dar origem a deformações articulares graves (semelhantes às da artrite reumatóide)

 

 

Rins:

- a deposição de imunocomplexos no rim, leva ao desenvolvimento de glomerulonefrite (há espessamentos da mebrana dos vasos sanguíneos e proliferação celular, o que dificulta a filtração glomerular)

- em situações mais graves, pode mesmo ser necessário recorrer à transplantação renal

 

 

Coração:

- podem surgir lesões de valvulas cardíacas ou inflamações do miocárdio e das artérias coronárias

 

Serosas:

- é frequente ocorrer a inflamação das serosas, membranas que revestem importantes órgãos do nosso organismo, o que resulta em pericardite (pericárdio - coração), pleurite (pleura - pulmões)

 

Vasos:

- ocorre o fenómeno de Raynaud - é um distúrbio que leva a uma vasoconstrição com consequente diminuição do fluxo sanguíneo nas extremidades; é por isso que os doentes com LES têm geralmente as mãos frias e podem mesmo adquirir uma coloração pálida ou mesmo arroxeada (cianose)

- mais raramente, surgem vasculites (inflamações dos vasos)

 

 

Podem ainda surgir algumas desordens hematológicas (anemia) e neurológicas (neuropatia periférica, convulsões, coreia) associadas ao LES.

 

 

O LES é uma doença que tem tratamento e este não é apenas farmacológico. Assim, é importante:

- evitar a exposição solar (sobretudo em doentes com eritemas ou com fotossensibilidade)

- aquando de exposição, usar sempre protector solar adequado

- o álcool, o fumo do tabaco, os contraceptivos orais e as penicilinas podem desencadear a doença, pelo que devem ser evitados

- exercícios articulares regulares intercalados com repouso são fundamentais para a manutenção da mobilidade das articulações

 

 

Quanto à terapêutica farmacológica são usados:

- corticosteróides (potentes anti-inflamatórios que aliviam os sintomas , mas têm bastantes efeitos adversos quando administrados oralmente a longo prazo; no LEC, geralmente, é suficiente a administração de corticosteróides tópicos que, têm, muito menor ocorrência de efeitos adversos)

- anti-inflamatórios não esteróides, como a aspirina ou o ibuprofeno (resolvem a febre e a artrite)

- anti-maláricos, como a hiodroxicloroquina (controlam as manifestações cutâneas e a artrite; mas podem ter efeitos adversos visuais)

- imunosupressores, como a azatioprina e a ciclofosfamida (permitem inibir a resposta exagerada e despropositada do sistema imunitário; porém o indivíduo fica mais susceptível a infecções); estão geralmente reservados para os casos mais graves resistentes à restante terapêutica (nefrite lúpica e distúrbios neurológicos)

 

Para mais informações, aconselho a consulta do site da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia:  http://www.dermo.pt/

 

publicado por Dreamfinder às 14:08

link do post | comentar | favorito
2 comentários:
De tonymadureira a 9 de Agosto de 2009 às 17:47
Boa tarde,

Excelente texto. Muito obrigado!
Bom domingo.
De Marly a 24 de Abril de 2012 às 14:25
Bom dia!

Gostei das informações e preciso tratamento, mas o médico do Fundão (professor) U.F.R.J . diz que não sabe o que tenho.... Pelo que li agora, parece ser LES . Não tenho dores, mas tenho RAYNAUD , e os dedos frágeis (pele), se esfregar uma roupinha fica descascando a pele e vermelhos os dedos, são meio duros (inchados). O rosto teve essa fase que ficou vermelhão e depois manchou, está queimado onde estava vermelho... até no pescoço está parecendo caracas ..e nada tiraaaa ... Quero saber se corro algum risco, não tomando corticóides . Nunca tomei, eles dizem que não precisa e confesso que faço forças para ficar bem, não precisar desses remédios..detesto doença.. Preciso vencer. Meu marido me largou quando adoeci.. Dai para frente sinto mais vontade de dizer. NÃO TENHO ESCLERODERMIA , pois os médicos classificaram como esclerodermia.
Vou ao Fundão UFRJ , sempre no dia das consultas e não passam nada (remédios). Vou ao pneumologista particular , pois tenho sangramento.. isso que é o pior! Não sei de onde vem... Fiz exames dos pulmões e estômago, mas dizem talvez seja do pulmão, pois tive tuberculose quando criança, mas foi tratada a doença e engordei depois...
Então o pior: SANGRAMENTO PELA BOCA (parece que é quando me aborreço). Tusso muito, mas fiz TC (várias) e devido aos problemas antigos (tuberculose) o pulmão diminuiu um pouco diz os médicos, mas está curado... embora tusso muito...não tenho tuberculose com certeza, vários exames comprovados, particular e UFRJ ... BAAR .. Deu negativo agora há pouco fiz novamente...NEGATIVO.. e sangro... tusso sai veias de sangue DEPOIS escurece e sai tipo pedaços de fígado (cor do fígado ), pois escureceu. Médicos, não sabem o que fazer mas... Dizem: SE VC NÃO MORREU ATÉ AGORA, NÃO VAI MORRER MAIS DISSO. DESDE 2005... SANGRO....
O QUE VCS DIZEM??? DEVO SAIR DO BRASIL? ESTUDAR MEU CASO NOS ESTADOS UNIDOS, OU OUTRO PAÍS? O BRASIL NÃO ESTÁ PREPARADO PARA O MEU PROBLEMA DE SAÚDE? ESPERAR É A SOLUÇÃO ??? COMO DIZEM OS MÉDICOS DO FUNDÃO??? NÃO VOU MORRER DISSO??? QUERO VIVER, AMO A VIDA... AGRADEÇO MUITO A AJUDA!!!
TKS,
MARLY

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